segunda-feira, 2 de junho de 2008

Sapo-corredor




O Sapo-corredor (Epidalea calamita) é um anfíbio terrestre nocturno cujo nome é derivado do seu modo de locomoção: este raramente salta, preferindo “correr”, isto é, locomover-se dando passos curtos e contínuos. Distingue-se do sapo comum pelo seu modo de locomoção, tamanho, sendo este menor (cerca de 9 cm em adulto) e cor, podendo este apresentar manchas e pintas esverdeadas e avermelhadas sobre um fundo castanho claro e uma risca clara a meio e olhos verdes.


Distribui-se desde a península Ibérica até à Estónia. Em Portugal tem preferência por terrenos com pouca consistência, como areais, mas encontra-se numa enorme variedade de biótopos. Deposita os ovos em charcos temporários; a ausência de charcos temporários devido à seca pode levar ao desaparecimento desta espécie em determinado local, caso essa situação se prolongue. Tal já aconteceu em diversas zonas do país. No entanto, suporta variações bastante agressivas de temperatura e humidade.


Os adultos alimentam-se de formigas, escaravelhos, moscas, enquanto que os girinos se alimentam de matéria vegetal e detritos. Tal como o sapo-comum, estes sapos são óptimos controladores de pragas.


Tem o hábito de se enterrar durante longos períodos de tempo, sendo por isso relativamente difícil a observação deste animal, com excepção da época de acasalamento.

Cobra-de-escada



A Cobra-de-escada (Rhinechis scalaris) é uma das mais conhecidas cobras da península Ibérica. Têm reputação de más, mas só atacam quando se sentem extremamente ameaçadas, mordendo. Não são venenosas. Tê-las no jardim ou no celeiro é uma opção económica, eficaz e amiga do ambiente para eliminar pestes de roedores.


O nome é-lhes dado pelo seu padrão em forma de escada quando jovens. Podem atingir mais de 1,5m de comprimento. Vivem preferencialmente em zonas secas, de mato rasteiro.
É uma espécie ainda comum, mas que devido à acção negativa do Homem sobre elas, correm o risco de ser mais um dos animais em perigo de extinção.
*Clique nas fotos para as ver em maior tamanho

quinta-feira, 29 de maio de 2008

A Exposição

Tal como estava previsto, o nosso grupo organizou, dos dias 12 a 16 de Maio, uma exposição de fotografias e de animais. Expusemos, no átrio da escola, 8 fotografias de animais da fauna nacional em tamanho A3, com as respectivas informações sobre os mesmos, durante toda a semana. Para além dessas, também expusemos fotos de tamanho menor de outros animais, igualmente com informação acerca dos mesmos. Foi interessante, pois haviam imensos alunos interessados, mais do que esperávamos.

Na quarta-feira dessa semana, fizemos então a exposição de animais. Escolhemos esse dia por duas razões: é o dia da semana em que maior número de alunos se encontra na escola e é um dia em que não se realizam aulas da parte da tarde. Isto possibilitou não só que um maior número de alunos e professores tivessem a oportunidade de visitar a exposição, mas também que os próprios animais não sofressem tanto de stress, devido a uma excessiva pressão causada pela presença do ser humano.

No que toca à organização da exposição de animais, a Ana e a Diana ficaram encarregues da parte estética da mesma, enquanto que o Daniel e o João da recolha de animais de várias espécies, para expor.

Ao fim de alguns dias de ‘caça’ e muitos quilómetros a pé, já podíamos contar com várias espécies para expor:


  • Lacraia (Scolopendra cingulata)


















  • Cobra-de-escada (Rhinechis scalaris)















  • Salamandra-de-fogo (Salamandra s. gallaica)

  • Sardão (Lacerta lepida)




  • Cobra-de-água-viperina (Natrix maura)

  • Grilo-toupeira (Gryllotalpa gryllotalpa)

Dia 14 foi finalmente o dia da exposição. Nos intervalos formavam-se amontoados de alunos cheios de curiosidade, apesar de por vezes sentirem algum medo ou repugna, em volta das mesas que em cima tinham variados tipos de répteis, anfíbios e invertebrados dentro dos seus terrários.

No entanto, a exposição foi bastante bem aceite por todos, havendo sempre quem fizesse questões às quais prontamente respondíamos. Conseguimos fazer com que alguns alunos, que à partida observavam os animais de longe e com nojo dos mesmos, se aproximassem para ver melhor e até tocar neles.
É esse, no fundo, o objectivo do nosso projecto: despertar nas pessoas a paixão pelo que é natural, pois é esse o caminho para a conservação das espécies e do ambiente.

Sentimo-nos realizados pois, no final de tudo, nada correu mal, mudámos consciências, trocámos ideias com muita gente e para além disso tivemos muito ‘feedback’ positivo por parte de alunos, professores e até mesmo inspectores do Ministério da Educação.

11 de Abril de 2008



A temática central do nosso projecto é a riqueza faunística e florística da área em que habitamos (concelho de Alenquer e concelhos adjacentes), seja ela urbana ou campestre.


Um dos nossos principais objectivos passa por dar a conhecer a toda a comunidade escolar o património biológico que nos passa tão despercebido e que no entanto é tão importante, não só para nós, como para as gerações futuras. Só assim podemos incutir em cada um o interesse na preservação do meio ambiente.



A base do nosso projecto é a pesquisa e recolha de informação essencial para que o cidadão comum possa compreender e interessar-se pela biologia que o rodeia, desde o meio ambiente às espécies que nele habitam e para que o indivíduo mais familiarizado com todos estes conceitos possa ter um local onde tenha à sua disposição informação precisa, cientificamente correcta e curiosidades para complementar o seu conhecimento actual.






Este blog é parte integrante do projecto inerente à disciplina de Área de Projecto.


O trabalho aqui será realizado pelos alunos Ana Malheiro, Daniel Cardoso, Diana Sequeira e João Rosa, pertencentes à turma B do 12º ano, da Escola Secundária Damião de Goes, do concelho de Alenquer.


O restante trabalho inclui exposição fotográfica e exposição de alguns exemplares de animais e plantas autóctones cujo acesso às mesmas só estará disponível para a comunidade escolar.